quinta-feira, 22 de junho de 2017
sábado, 25 de abril de 2015
Noé, Liderança e Fé!
Por: Ev. Ronaldo Silva
Hebreus 11.7
“Pela fé
Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para
salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi
feito herdeiro da justiça que é segundo a fé”.
Sempre que alguém
fala na igreja, sobre algum assunto envolvendo a família, lembro-me de Noé.
Embora estejamos acostumados a ver Noé como tema de historinha para crianças
contada com muitas ilustrações, cantorias e representações, ele é, de fato, um
extraordinário exemplo de liderança no seio da família, em todos os sentidos.
Fico imaginando como é que ele conseguiu manter sua família unida em torno de
um gigantesco projeto, onde a fé era o elemento fundamental, e ao mesmo tempo,
com muita determinação e firmeza, mantê-la longe da corrupção moral, num mundo
onde 100% das pessoas eram totalmente ímpias e alienadas de Deus!
Certamente Noé não era daqueles que transigem
com o erro. Que abrem brechas para que seus filhos se percam pelo mundo; que
perdem a visão de liderança familiar deixando-se levar pelas correntezas do
mundanismo que arrasta as pessoas para longe de Deus e da salvação. Não. Noé
andava com Deus e isso fez toda a diferença.
Acompanhe-me na análise bíblica destes aspectos
da vida de Noé: liderança e fé, tomando por base este interessante versículo
de Hebreus, onde podemos obter de cada frase, grandes ensinamentos.
I - AVISADO
POR DEUS
“Pela fé
Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam...”
Se Noé foi avisado divinamente pela fé, fico me perguntando, quais os meios que Deus teria usado
para falar estas coisas para ele? A verdade é que ele andava com Deus. Conforme
a Bíblia, ele era homem justo e perfeito “em suas gerações”. Isto é, no seu
tempo. No tempo em que o mundo estava condenado por Deus à destruição. Foi
assim que ele achou graça aos olhos do Senhor. O fato de andar com Deus é que
proporcionou a ele a condição de ser divinamente avisado das coisas que
estavam para acontecer. Pode ser que Deus tenha falado por sonhos, ou através
de uma visão ou outro meio qualquer. A verdade é que ele ficou ciente da
situação do mundo perante Deus e agora não poderia mais ficar indiferente.
Noé, na condição privilegiada de ser avisado
por Deus, por causa da sua comunhão com Ele, não guardou isso só para si. Ele
ganhou na História o honroso título de “pregoeiro (pregador) da justiça”. Durante
os anos em que construía a Arca, ele se empenhava em pregar a respeito da
destruição do mundo pelas águas do Dilúvio. Assim, todos os homens ímpios do
seu tempo foram avisados. Pereceram, mas não sem antes serem advertidos do destino
que os aguardava.
Assim também nós, que esperamos a vinda de
Cristo, estamos devidamente AVISADOS do fim do mundo e das coisas que nele
existem. Ficar indiferente a isso é escolher perecer junto com o mundo. (leia
II Pedro, 3.1-14.)
II – NOÉ TEMEU
O que Noé temeu? Ele temeu a Deus; temeu pela
sua vida e pela vida da sua esposa e dos seus filhos; temeu ao tomar
conhecimento da destruição que sobreviria ao mundo.
O temor é a melhor coisa que existe numa
pessoa que leva Deus a sério. Ser temente a Deus é sinônimo de fidelidade e não
existe fidelidade se não existir temor. Aliás, quando os anjos chegaram à
casa de Ló para o tirarem de Sodoma, seus futuros genros o tiveram por
zombador. Isto é, levaram na brincadeira a notícia de que aqueles varões
estavam ali para destruírem a cidade. Esta atitude irreverente os condenou ao
inferno de fogo e enxofre que choveu sobre aquela cidade, fazendo-os perder
para sempre a única e possível oportunidade de se salvarem, dando ouvidos à voz
dos mensageiros de Deus. Atitude bem diferente de Noé, que temeu e
provavelmente correu imediatamente para comunicar à sua família as coisas que
estavam para acontecer.
Assim como os genros de Ló, muitos hoje estão
zombando dos seus pais, dos seus mestres, dos profetas de Deus que anunciam o
fim do mundo. Antigamente o simples fato de olhar para uma pintura de um quadro
de parede, como aquele, muito conhecido, “os dois caminhos”, já era o
suficiente para despertar temor no coração de quem o via. Hoje em dia, nem os
sinais assombrosos, nem as notícias mais perturbadoras, nem o cumprimento de
várias profecias, consegue despertar temor no coração dos rebeldes!
III - PARA
SALVAR SUA FAMÍLIA DA MORTE
“e, para
salvação da sua família...”
A partir deste ponto, podemos analisar o que
significava sua liderança no lar. Podemos ver também que tudo o que Noé
queria, pensava e fazia, era para escapar da condenação daquele mundo. Nós não
estamos imaginando ou inventando coisas! Segundo as palavras do versículo em
apreço, é possível deduzir que ele construiu a Arca, pensando na segurança,
futuro ou destino da sua família. Noé mostra sua liderança familiar ao comunicar
à sua mulher e seus filhos, as coisas que ouviu de Deus. Não cabe aqui nenhuma
discussão a respeito da reação dos seus familiares diante desta revelação
divina, comunicada inicialmente a ele. A verdade é que ele conseguiu unir toda
a sua família em torno daquele estranho e gigantesco projeto.
E mais. Embora o mundo habitado daquela época
fosse muito menor do que o que conhecemos hoje, imagine o tamanho da população de
ímpios que existia – era o ano 1656 desde a criação de Adão – e com a qual Noé tinha que confrontar sua fé. Era um mundo totalmente ímpio, violento,
corrupto, depravado e extremamente perigoso. Você já se perguntou como Noé
sozinho conseguiu manter sua família longe de toda aquela corrupção? Onde estavam
os outros parentes dele? Sua mãe, seu pai, seus tios, seus irmãos, seus
cunhados ou mesmo os parentes de suas noras? À exemplo de Ló e sua família
vivendo em Sodoma, não havia ninguém, além das pessoas que estavam sob o seu comando, com os quais ele
pudesse contar.
Sua liderança no seio da família é um extraordinário
exemplo, que devemos seguir nos nossos dias. Ele não tinha condições de fazer o
mesmo que fazemos hoje: compartilhamos nossa fé com milhares de irmãos
espalhados pelo mundo todo, com parentes e amigos crentes e um grande número de
igrejas em volta das nossas casas. E apesar disso, muitos pais cristãos perdem
seus filhos para o mundo, e por quê?
IV - PREPAROU
A ARCA SEGUNDO A ORIENTAÇÃO DIVINA
Durante
cerca de 100 anos, ou um pouco menos que isso, Noé trabalhou na construção da
Arca, conforme o modelo e as medidas que Deus lhe forneceu. Não faz sentido
pensarmos em Noé, naquelas circunstâncias, fazendo ou planejando qualquer outra
coisa na vida, a não ser a conclusão imediata daquela embarcação, para cumprir
o propósito de Deus. Ora, uma pessoa sensata que sabe que o mundo em que está
vivendo está condenado, faria algum plano para continuar vivendo
confortavelmente nele? É obvio que Não!
Podemos pensar sim, que, enquanto se lançava
ao árduo trabalho juntamente com seus filhos, ele, como qualquer um de nós, continuava
lutando pela sobrevivência. Quero dizer com isso que eles também trabalhavam, plantavam,
criavam animais, faziam vestimentas para si etc. As mulheres obviamente também
ajudavam na construção da Arca, além dos seus afazeres domésticos.
Veja que isto era uma característica dos dias
de Noé, como também dos nossos dias. As pessoas comiam, bebiam, casavam, e
davam-se em casamento, demonstrando assim uma rotina comum a todos os viventes.
Nada havia de errado nisso. Os motivos que levaram Deus a destruir a humanidade
daquela época, eram bem mais graves. Isto mostra apenas o total descaso do
mundo com a mensagem que Noé pregava. Eles não estavam nem aí para o que estava
por vir.
Estamos nós como Noé, focados no nosso
destino eterno, ou estamos buscando conforto e prosperidade neste mundo que
está destinado a destruição?
V – PELA
QUAL (ARCA) CONDENOU O MUNDO
A maneira pela qual Noé condenou o mundo, foi
a própria construção da Arca. Ela era um testemunho vivo daquilo que ele
esperava. Qualquer pessoa que passasse perto da sua casa veria aquela
gigantesca nave de madeira sendo diligentemente construída e não deixaria de
perguntar do que se tratava aquilo. Aquela Arca era um verdadeiro testemunho
para o mundo. A prova clara da sua incredulidade e consequente condenação.
Outra maneira de condenar o mundo foi a forma
como Noé conviveu com ele. Alguns tentam nos convencer de que, cada época
apresenta mudanças e costumes com os quais devemos nos conformar e viver. Que é
correto servir a Deus em conformidade com a GERAÇÃO em que estamos vivendo. Em
outras palavras: devemos “adaptar-nos” aos costumes mundanos e servir a Deus
conforme os ditames da nossa época. Puro
engano. O que nos é ensinado nas Escrituras é que “não devemos nos
conformar com este mundo”. Apenas a atitude de Noé, que se destacou como justo,
vivendo no meio de uma geração corrupta, era suficiente para condená-lo.
Sua atitude foi acatar a revelação de Deus e andar na contramão dos
costumes do mundo da sua época, reprovando assim, a maneira de viver dos seus
contemporâneos.
A prova de que Noé e sua família não eram
daquele mundo e que nada tinham a ver com ele, é o desprezo que os seus
contemporâneos tinham por eles. Tanto é, que Noé e sua família passaram 7
(sete) dias trancados na arca, mesmo sem ver cair nenhuma gota de água da chuva, e ninguém
percebeu que aquela obra já tinha terminado nem se preocupou em saber onde
eles estavam. Só perceberam isso quando a chuva começou a cair sobre eles. Mas aí já era tarde de mais. O destino do mundo estava selado.
VI – FOI
FEITO HERDEIRO DA JUSTIÇA
Quem tem coragem de chamar-se a si mesmo de
justo? Embora saibamos que esta é a principal diferença entre um crente e um
descrente, você não diria de jeito nenhum: eu sou justo. E também, mas
por outro motivo, você não diria: eu sou ímpio. E por que não? Por que
ímpio não queremos e não devemos ser. E ser justo é uma condição que não
podemos alcançar por nossos próprios méritos. A justiça é uma coisa que nos é
imputada por Deus. Como assim? É Deus que nos declara justos, que nos atribui,
nos concede, que assim sejamos chamados. Lembre-se que a Bíblia diz que Deus
imputou justiça a Abraão. Isto é, Deus declarou que ele era justo apenas pelo
fato de ele ter acreditado em Deus e nas suas promessas. Ele não fez nada para
ser justo, ele apenas creu em Deus.
Assim fez Noé. Ele foi feito HERDEIRO da
justiça segundo a fé. Recebeu como herança a recompensa (da salvação) pela justiça
que ele praticou. Por que Deus lhe deu capacidade para isso, no momento em que
ele creu Nele. A verdadeira justiça dá a cada um aquilo que lhe pertence. Ele
deu a Deus a credibilidade que Ele merece. A justiça é também, no sentido
mais simples da palavra, a prática do bem. Praticar o bem é praticar a justiça
e ser considerado justo por Deus.
Se crermos em Deus e na sua Palavra, também
poderemos viver justamente neste mundo. Temos capacidade de praticar o bem, por
que Deus nos capacita para isso. E no final seremos recompensados por acreditar
que, sem ele, nada podemos fazer. O que tem valor aqui, primeiramente, é a fé e
nada mais. A nossa fé em Deus determinará as nossas ações neste mundo de trevas.
O nosso testemunho é o que faz a diferença entre o que serve a Deus e o que não
O serve.
VII-
SEGUNDO A FÉ
É impressionante quando constatamos num
momento como este, que a fé vai muito além daquele conceito simplista que
costumamos ter. Se meditarmos no fato de que no tempo de Noé não havia a Lei de
Deus escrita como nos dias de Moisés, que não havia o Evangelho de Cristo
escrito e à disposição como nos nossos dias, que não havia Escritura nenhuma
para ele consultar a vontade de Deus, que não havia padre, nem pastor, nem
sacerdote para lhe orientar, nem coisa alguma, senão a sua própria consciência,
como é que ele andava com Deus e fazia a Sua vontade perfeitamente?
Veja
que, quando lemos na Bíblia que tudo o que ele fez foi pela fé, significa dizer
que ele apenas acreditava nas coisas que Deus lhe dizia, sem ao menos ter como
averiguar, se aquilo que ele estava vendo e ouvindo era verdadeiro ou não. A
única coisa que ele podia fazer era consultar seu próprio coração e sua
consciência. E é correto pensar assim, pois segundo as Escrituras a lei de Deus
está escrita no nosso coração. E a nossa consciência é perfeitamente capaz de
entender qual seja a vontade de Deus em praticamente todas as áreas da nossa vida.
Mesmo sem ver, pois se tivesse visto não
seria fé, ele creu em Deus e nas instruções que recebeu dele, seja por sonho,
revelação ou simplesmente uma forte impressão no seu coração e isso é realmente
impressionante.
Deus nos conceda a mesma fé e a mesma coragem para liderar, nem que seja apenas a nossa família, para salvá-la da destruição que há de vir sobre este mundo.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
A Maravilhosa Cidade Projetada por Deus!
E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma
pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
Apocalipse 21.11
Por: Ronaldo A. Silva, 20 de junho de 2012
Neste final de semana estaremos
estudando a última lição da Escola Bíblica Dominical deste trimestre. A lição intitulada
“A Formosa Jerusalém” me despertou para fazer uma análise bem mais profunda sobre
o assunto. Não apenas por ser meu dever como professor de Escola Dominical, mas
também por pura curiosidade pessoal. Quem não gostaria de ter o privilégio de
tê-la contemplado com os próprios olhos como fez o apóstolo João? Já que não
tivemos e nem teremos este privilégio, antes do tempo, vamos tentar imaginar o
que o apóstolo realmente viu!
Lembram-se da história da torre
de Babel, onde os homens queriam construir uma cidade para permanecerem juntos
e também uma torre cujo topo “tocasse”
o céu? O objetivo de tal projeto era para que eles tivessem “um nome” e não
fossem espalhados por toda a terra! (Gênesis 11.14) Pois bem. Embora este sonho
da humanidade tenha se perdido para sempre, devido a uma intervenção divina, existem
hoje em dia centenas de milhares de cidades espalhadas pelo mundo afora e cada uma continua
buscando a projeção e a fama internacional. O homem continua com sua
mania de grandeza e a sua ousadia parece não ter limites. Alguns edifícios
existentes no mundo hoje são tão altos que fariam a torre de babel parecer uma
piada, se tivesse sido concluída! E isso não é tudo. O que mais impressiona é a
moderníssima e arrojada arquitetura que parece desafiar as leis da gravidade e até
da natureza, uma vez que são projetados para suportar todo o tipo de
intempéries.
Alguns dos edifícios mais modernos e altos do mundo.
Mas, o que isso tem a ver com o
nosso assunto a respeito da Cidade cujo Arquiteto e Construtor é o próprio
Deus? Em primeiro lugar por que o
projeto de Deus é muito melhor, tanto do ponto de vista social, que é o que faz
com que as pessoas gostem e queiram viver juntas umas das outras, quanto do
ponto de vista arquitetônico. Pois uma cidade de proporções e singularidades
como a Nova Jerusalém jamais poderia ser construída pelo ser humano nem no
passado nem no presente e nem em tempo algum no futuro! Tem a ver também especialmente
com uma informação a respeito da cidade, que precisa MUITO ser esclarecida. Diz respeito a sua ALTURA! É fácil
compreender como a largura e o comprimento da cidade poderiam ser iguais. Mas,
quanto a sua “altura”, aí sim, temos muitas perguntas a
fazer. É certo que não se trata da altura dos seus muros, pois a medida destes
é diferente e corresponde a 144
(cento e quarenta e quatro) côvados.
Enquanto que a medida da cidade é de 12.000
(doze mil) estádios! Portanto,
repetindo, enquanto a medida da cidade chega a 2.200,00 km. A altura do
muro é de 63,90 metros. Mais ou
menos a altura de um prédio de 20
andares.
Obviamente a cidade que tem a
aparência de um CUBO não poderia ser
formada por um ÚNICO BLOCO! Pois, embora a Bíblia não fale especificamente de
ruas de ouro, avenidas e praças, temos a informação de que existe pelo menos
uma grande PRAÇA no centro da Cidade. Assim sendo, deve haver muitas ruas, praças, avenidas
e locais ao ar livre destinados ao lazer e a reuniões públicas. É importante
lembrar também que na Cidade de Deus os números têm uma importância
fundamental. Tudo nela é simetricamente
perfeito. A SIMETRIA é definida
como “Proporções perfeitas e harmoniosas”. Ou ainda, “Uma
estrutura que permite que um objeto seja dividido em partes de igual formato e
tamanho”.
Algumas representações da Nova Jerusalém na visão de vários artistas.
Quando
João nos fala que o seu tamanho, largura e altura eram iguais, dá-nos uma idéia
de uma estrutura simetricamente perfeita. Realmente para quem a viu à distância
descreveu-a muito bem ao referir-se a ela como uma pedra preciosíssima. Sem dúvida nenhuma uma visão magnífica e estonteante
pelo fulgor da luz divina refletindo sobre o ouro puro e abundante empregado em
sua construção e as belíssimas cores das mais raras pedras preciosas ali
presentes. Proporcionalmente e deste ponto de vista, a visão de João deveria
ser semelhante a que temos da lua cheia numa noite clara. No entanto, um
edifício ou construção simplesmente “quadrado” não seria nada elegante. Por
outro lado, Imagine um prédio muito alto e estreito como aqueles construídos na
cidade de São Paulo que ganharam o apelido de “espigão”. Esteticamente são
muito feios. E isso se deve ao fato de querer aproveitar ao máximo a pequena
área a ser construída aumentando em muito e desproporcionalmente o número de
andares.
Voltando a falar de simetria e
números especialmente utilizados por Deus, o correto é pensar que na visão de
João, ele contemplou toda a grandeza da Cidade de uma distância muito grande,
caso contrário ele não teria percebido a totalidade da sua forma. Ele não pôde
ver detalhes das edificações que haviam dentro dela àquela distância.
Certamente ele só pôde ver toda a magnitude da beleza das suas ruas, praças e
avenidas quando foi introduzido pelo anjo dentro da cidade. Curiosamente parece
que ele não teve tempo nem condições de dar detalhes destas edificações que
certamente observou de perto. Tanto é que temos da parte dele a informação de
que na Cidade não viu nenhum TEMPLO. Mas observou que no centro da Cidade havia
uma praça onde corria um rio que possuía árvores dos dois lados das suas
margens. Eram “árvores” da vida, que produziam DOZE frutos todo mês. Note que
na Nova Jerusalém o número 12 (doze)
aparece em todas as medidas mencionadas no texto bíblico. Tanto é verdade que
até a altura dos muros é de 12 x 12.
Isto é, 144 côvados! Sendo assim,
cremos que a quantidade de edifícios obedece à mesma regra de simetria usada
por Deus. É muito provável que haja um número astronômico de edifícios, múltiplos de doze, com seus respectivos
“apartamentos” especialmente preparados e ornamentados e cujo número
corresponde exatamente à quantidade de salvos inscritos no Livro da Vida desde a
fundação do mundo.
Portanto, a minha opinião é que a
Cidade é formada por centenas de milhares ou até mesmo milhares de milhares de edifícios
gigantescos, numa quantidade numérica
que segue o mesmo padrão divino, múltiplos de doze, todos, no entanto, de uma mesma altura, (12.000 estádios!) simetricamente
perfeitos, individualmente distintos em sua arquitetura e cujo topo atinge literalmente
os CÉUS!
Queira Deus, nosso Bendito
Criador, conservar em cada um de nós a bem aventurada esperança de termos nesta
perfeita e magnífica Cidade, um lugar especialmente preparado para cada um de
nós; Onde poderemos viver para sempre juntos ao nosso Único e Amado Senhor e
Salvador Jesus Cristo!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Líderes, Deus me livre!
Como ministro do evangelho, temo cometer erros que impugnem meu ministério. Temo macular minha vida, minha mensagem, meu desempenho como servo do Senhor. Deus me livre de isso acontecer. Não sou capaz de, pelas minhas próprias forças, sabedoria, conhecimento acumulado ou experiência de vida, ficar isento de erros que me desqualifiquem.
Deus me livre de tropeçar, quer por atitudes, palavras, pensamentos ou ações. Se isso acontecer, que Deus me livre de racionalizações mirabolantes e justificativas carnais, maliciosas, demoníacas. Que as palavras de Paulo sejam gravadas a fogo e guardadas a sete chaves em meu coração: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Coríntios 9:27).
Deus me livre de abrigar mágoas ou ressentimentos em meu coração. Ouvi certa vez um servo de Deus dizer: - "um líder magoado é um líder falido". Que Deus me encha de misericórdia e me livre de me tornar ressentido. Deus me livre de pagar com a mesma moeda. Deus me livre da vingança. Deus me livre da retaliação, do revide.
Deus me livre de achar que sei o bastante. Deus me livre da soberba do conhecimento. Que eu tenha sempre um coração pronto a aprender. Deus me dê mestres entre os mais novos do que eu e mais recentes no Reino, assim como um coração puro e humilde para aprender com eles. Deus me livre de me tornar, com o tempo, um "rei velho que já não se deixa admoestar" ( Eclesiastes 4:13).
Deus me livre de confundir autoridade com autoritarismo e abuse da posição que o Senhor me confiou. Deus me livre de desprezar as palavras de Jesus quando disse que "aquele que dentre vós quiser ser o maior, que seja o que sirva". Deus me livre de me considerar melhor ou maior que os outros. Deus me ajude a ter um coração de cordeiro, tendo sempre como modelo aquele que disse: "aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração".
Deus me livre de estudar a Bíblia com desleixo, má vontade ou por pura obrigação ministerial. Deus me livre de procurar minha Bíblia apenas nas horas que preciso de um sermão para pregar. Deus me livre do profissionalismo pois, como ministro, tenho vocação. Não sou um profissional.
Deus me livre da competição, do exibicionismo intelectual, e de procurar me apresentar como mestre ou instrutor de ignorantes. Deus me livre do farisaísmo hipócrita, da religião sem paixão, de ser "vinho velho em odre novo".
Deus me livre de negligenciar minha família. Devo priorizá-la como querem as Escrituras: "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente" (1 Timóteo 5:8). Deus me livre de me entregar ao ministério procurando reconhecimento e aprovação do rebanho esquecendo-me que o principal rebanho que Deus me confiou é minha família "pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" ( 1Timóteo 3:5 ).
Deus me livre de me julgar eterno e negligenciar o preparo de um sucessor. Deus me livre de querer impor sobre ele, seja lá quem for, um continuísmo que só venha a sufocar seus dons e talentos pessoais. Que eu possa servir de escada e trampolim para que meu sucessor possa ir além e tenha eu a humildade de nosso Senhor Jesus Cristo quando disse: "aquele que crê em mim, obras maiores fará (João 14:12).
Deus me livre de perder de vista o anseio maior de meu coração neste mundo: o meu epitáfio. Que o texto que ali inscreverem tenha pelo menos menção de haver eu tentado servir a Deus com todas as minhas forças.
Só a Deus, seja a glória. Amém.
Pr. Sérgio Marcos
http://www.gospelmais.com.br/artigos/654/lideres-deus-me-livre.html
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