sábado, 25 de abril de 2015

Noé, Liderança e Fé!

 Por: Ev. Ronaldo Silva

Hebreus 11.7 “Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé”.

                            Sempre que alguém fala na igreja, sobre algum assunto envolvendo a família, lembro-me de Noé. Embora estejamos acostumados a ver Noé como tema de historinha para crianças contada com muitas ilustrações, cantorias e representações, ele é, de fato, um extraordinário exemplo de liderança no seio da família, em todos os sentidos. Fico imaginando como é que ele conseguiu manter sua família unida em torno de um gigantesco projeto, onde a fé era o elemento fundamental, e ao mesmo tempo, com muita determinação e firmeza, mantê-la longe da corrupção moral, num mundo onde 100% das pessoas eram totalmente ímpias e alienadas de Deus!

Certamente Noé não era daqueles que transigem com o erro. Que abrem brechas para que seus filhos se percam pelo mundo; que perdem a visão de liderança familiar deixando-se levar pelas correntezas do mundanismo que arrasta as pessoas para longe de Deus e da salvação. Não. Noé andava com Deus e isso fez toda a diferença.

Acompanhe-me na análise bíblica destes aspectos da vida de Noé: liderança e fé, tomando por base este interessante versículo de Hebreus, onde podemos obter de cada frase, grandes ensinamentos.

I - AVISADO POR DEUS
“Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam...”

Se Noé foi avisado divinamente pela fé, fico me perguntando, quais os meios que Deus teria usado para falar estas coisas para ele? A verdade é que ele andava com Deus. Conforme a Bíblia, ele era homem justo e perfeito “em suas gerações”. Isto é, no seu tempo. No tempo em que o mundo estava condenado por Deus à destruição. Foi assim que ele achou graça aos olhos do Senhor. O fato de andar com Deus é que proporcionou a ele a condição de ser divinamente avisado das coisas que estavam para acontecer. Pode ser que Deus tenha falado por sonhos, ou através de uma visão ou outro meio qualquer. A verdade é que ele ficou ciente da situação do mundo perante Deus e agora não poderia mais ficar indiferente.

Noé, na condição privilegiada de ser avisado por Deus, por causa da sua comunhão com Ele, não guardou isso só para si. Ele ganhou na História o honroso título de “pregoeiro (pregador) da justiça”. Durante os anos em que construía a Arca, ele se empenhava em pregar a respeito da destruição do mundo pelas águas do Dilúvio. Assim, todos os homens ímpios do seu tempo foram avisados. Pereceram, mas não sem antes serem advertidos do destino que os aguardava.

Assim também nós, que esperamos a vinda de Cristo, estamos devidamente AVISADOS do fim do mundo e das coisas que nele existem. Ficar indiferente a isso é escolher perecer junto com o mundo. (leia II Pedro, 3.1-14.)

II – NOÉ TEMEU

O que Noé temeu? Ele temeu a Deus; temeu pela sua vida e pela vida da sua esposa e dos seus filhos; temeu ao tomar conhecimento da destruição que sobreviria ao mundo.

O temor é a melhor coisa que existe numa pessoa que leva Deus a sério. Ser temente a Deus é sinônimo de fidelidade e não existe fidelidade se não existir temor. Aliás, quando os anjos chegaram à casa de Ló para o tirarem de Sodoma, seus futuros genros o tiveram por zombador. Isto é, levaram na brincadeira a notícia de que aqueles varões estavam ali para destruírem a cidade. Esta atitude irreverente os condenou ao inferno de fogo e enxofre que choveu sobre aquela cidade, fazendo-os perder para sempre a única e possível oportunidade de se salvarem, dando ouvidos à voz dos mensageiros de Deus. Atitude bem diferente de Noé, que temeu e provavelmente correu imediatamente para comunicar à sua família as coisas que estavam para acontecer.

Assim como os genros de Ló, muitos hoje estão zombando dos seus pais, dos seus mestres, dos profetas de Deus que anunciam o fim do mundo. Antigamente o simples fato de olhar para uma pintura de um quadro de parede, como aquele, muito conhecido, “os dois caminhos”, já era o suficiente para despertar temor no coração de quem o via. Hoje em dia, nem os sinais assombrosos, nem as notícias mais perturbadoras, nem o cumprimento de várias profecias, consegue despertar temor no coração dos rebeldes!

III - PARA SALVAR SUA FAMÍLIA DA MORTE
“e, para salvação da sua família...”

A partir deste ponto, podemos analisar o que significava sua liderança no lar. Podemos ver também que tudo o que Noé queria, pensava e fazia, era para escapar da condenação daquele mundo. Nós não estamos imaginando ou inventando coisas! Segundo as palavras do versículo em apreço, é possível deduzir que ele construiu a Arca, pensando na segurança, futuro ou destino da sua família. Noé mostra sua liderança familiar ao comunicar à sua mulher e seus filhos, as coisas que ouviu de Deus. Não cabe aqui nenhuma discussão a respeito da reação dos seus familiares diante desta revelação divina, comunicada inicialmente a ele. A verdade é que ele conseguiu unir toda a sua família em torno daquele estranho e gigantesco projeto.

E mais. Embora o mundo habitado daquela época fosse muito menor do que o que conhecemos hoje, imagine o tamanho da população de ímpios que existia – era o ano 1656 desde a criação de Adão – e com a qual Noé tinha que confrontar sua fé. Era um mundo totalmente ímpio, violento, corrupto, depravado e extremamente perigoso. Você já se perguntou como Noé sozinho conseguiu manter sua família longe de toda aquela corrupção? Onde estavam os outros parentes dele? Sua mãe, seu pai, seus tios, seus irmãos, seus cunhados ou mesmo os parentes de suas noras? À exemplo de Ló e sua família vivendo em Sodoma, não havia ninguém, além das pessoas que estavam sob o seu comando, com os quais ele pudesse contar.

Sua liderança no seio da família é um extraordinário exemplo, que devemos seguir nos nossos dias. Ele não tinha condições de fazer o mesmo que fazemos hoje: compartilhamos nossa fé com milhares de irmãos espalhados pelo mundo todo, com parentes e amigos crentes e um grande número de igrejas em volta das nossas casas. E apesar disso, muitos pais cristãos perdem seus filhos para o mundo, e por quê?

IV - PREPAROU A ARCA SEGUNDO A ORIENTAÇÃO DIVINA

Durante cerca de 100 anos, ou um pouco menos que isso, Noé trabalhou na construção da Arca, conforme o modelo e as medidas que Deus lhe forneceu. Não faz sentido pensarmos em Noé, naquelas circunstâncias, fazendo ou planejando qualquer outra coisa na vida, a não ser a conclusão imediata daquela embarcação, para cumprir o propósito de Deus. Ora, uma pessoa sensata que sabe que o mundo em que está vivendo está condenado, faria algum plano para continuar vivendo confortavelmente nele? É obvio que Não!

Podemos pensar sim, que, enquanto se lançava ao árduo trabalho juntamente com seus filhos, ele, como qualquer um de nós, continuava lutando pela sobrevivência. Quero dizer com isso que eles também trabalhavam, plantavam, criavam animais, faziam vestimentas para si etc. As mulheres obviamente também ajudavam na construção da Arca, além dos seus afazeres domésticos.

Veja que isto era uma característica dos dias de Noé, como também dos nossos dias. As pessoas comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, demonstrando assim uma rotina comum a todos os viventes. Nada havia de errado nisso. Os motivos que levaram Deus a destruir a humanidade daquela época, eram bem mais graves. Isto mostra apenas o total descaso do mundo com a mensagem que Noé pregava. Eles não estavam nem aí para o que estava por vir. 

Estamos nós como Noé, focados no nosso destino eterno, ou estamos buscando conforto e prosperidade neste mundo que está destinado a destruição?

V – PELA QUAL (ARCA) CONDENOU O MUNDO

A maneira pela qual Noé condenou o mundo, foi a própria construção da Arca. Ela era um testemunho vivo daquilo que ele esperava. Qualquer pessoa que passasse perto da sua casa veria aquela gigantesca nave de madeira sendo diligentemente construída e não deixaria de perguntar do que se tratava aquilo. Aquela Arca era um verdadeiro testemunho para o mundo. A prova clara da sua incredulidade e consequente condenação.

Outra maneira de condenar o mundo foi a forma como Noé conviveu com ele. Alguns tentam nos convencer de que, cada época apresenta mudanças e costumes com os quais devemos nos conformar e viver. Que é correto servir a Deus em conformidade com a GERAÇÃO em que estamos vivendo. Em outras palavras: devemos “adaptar-nos” aos costumes mundanos e servir a Deus conforme os ditames da nossa época. Puro engano. O que nos é ensinado nas Escrituras é que “não devemos nos conformar com este mundo”. Apenas a atitude de Noé, que se destacou como justo, vivendo no meio de uma geração corrupta, era suficiente para condená-lo. Sua atitude foi acatar a revelação de Deus e andar na contramão dos costumes do mundo da sua época, reprovando assim, a maneira de viver dos seus contemporâneos.

A prova de que Noé e sua família não eram daquele mundo e que nada tinham a ver com ele, é o desprezo que os seus contemporâneos tinham por eles. Tanto é, que Noé e sua família passaram 7 (sete) dias trancados na arca, mesmo sem ver cair nenhuma gota de água da chuva, e ninguém percebeu que aquela obra já tinha terminado nem se preocupou em saber onde eles estavam. Só perceberam isso quando a chuva começou a cair sobre eles. Mas aí já era tarde de mais. O destino do mundo estava selado.

VI – FOI FEITO HERDEIRO DA JUSTIÇA

Quem tem coragem de chamar-se a si mesmo de justo? Embora saibamos que esta é a principal diferença entre um crente e um descrente, você não diria de jeito nenhum: eu sou justo. E também, mas por outro motivo, você não diria: eu sou ímpio. E por que não? Por que ímpio não queremos e não devemos ser. E ser justo é uma condição que não podemos alcançar por nossos próprios méritos. A justiça é uma coisa que nos é imputada por Deus. Como assim? É Deus que nos declara justos, que nos atribui, nos concede, que assim sejamos chamados. Lembre-se que a Bíblia diz que Deus imputou justiça a Abraão. Isto é, Deus declarou que ele era justo apenas pelo fato de ele ter acreditado em Deus e nas suas promessas. Ele não fez nada para ser justo, ele apenas creu em Deus.

Assim fez Noé. Ele foi feito HERDEIRO da justiça segundo a fé. Recebeu como herança a recompensa (da salvação) pela justiça que ele praticou. Por que Deus lhe deu capacidade para isso, no momento em que ele creu Nele. A verdadeira justiça dá a cada um aquilo que lhe pertence. Ele deu a Deus a credibilidade que Ele merece. A justiça é também, no sentido mais simples da palavra, a prática do bem. Praticar o bem é praticar a justiça e ser considerado justo por Deus.

Se crermos em Deus e na sua Palavra, também poderemos viver justamente neste mundo. Temos capacidade de praticar o bem, por que Deus nos capacita para isso. E no final seremos recompensados por acreditar que, sem ele, nada podemos fazer. O que tem valor aqui, primeiramente, é a fé e nada mais. A nossa fé em Deus determinará as nossas ações neste mundo de trevas. O nosso testemunho é o que faz a diferença entre o que serve a Deus e o que não O serve.

VII- SEGUNDO A FÉ

É impressionante quando constatamos num momento como este, que a fé vai muito além daquele conceito simplista que costumamos ter. Se meditarmos no fato de que no tempo de Noé não havia a Lei de Deus escrita como nos dias de Moisés, que não havia o Evangelho de Cristo escrito e à disposição como nos nossos dias, que não havia Escritura nenhuma para ele consultar a vontade de Deus, que não havia padre, nem pastor, nem sacerdote para lhe orientar, nem coisa alguma, senão a sua própria consciência, como é que ele andava com Deus e fazia a Sua vontade perfeitamente?

 Veja que, quando lemos na Bíblia que tudo o que ele fez foi pela fé, significa dizer que ele apenas acreditava nas coisas que Deus lhe dizia, sem ao menos ter como averiguar, se aquilo que ele estava vendo e ouvindo era verdadeiro ou não. A única coisa que ele podia fazer era consultar seu próprio coração e sua consciência. E é correto pensar assim, pois segundo as Escrituras a lei de Deus está escrita no nosso coração. E a nossa consciência é perfeitamente capaz de entender qual seja a vontade de Deus em praticamente todas as áreas da nossa vida.

Mesmo sem ver, pois se tivesse visto não seria fé, ele creu em Deus e nas instruções que recebeu dele, seja por sonho, revelação ou simplesmente uma forte impressão no seu coração e isso é realmente impressionante.

E é dessa forma que devemos agir hoje. Pela fé. Não olhando as circunstâncias em que as coisas estão. Já vimos que estamos em melhores condições do que Noé. Temos a Bíblia, a Palavra de Deus para iluminar o nosso caminho. Temos o exemplo dos grandes heróis da fé, entre eles, Noé, grande homem de Deus. Exemplo extraordinário de fé e liderança familiar. Que com grande firmeza e determinação, livrou a si mesmo e a sua família do grande flagelo de Deus, que nos seus dias fez perecer toda a humanidade pelas águas do dilúvio.

Deus nos conceda a mesma fé e a mesma coragem para liderar, nem que seja apenas a nossa família, para salvá-la da destruição que há de vir sobre este mundo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Maravilhosa Cidade Projetada por Deus!



E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. Apocalipse 21.11

Por: Ronaldo A. Silva, 20 de junho de 2012
Neste final de semana estaremos estudando a última lição da Escola Bíblica Dominical deste trimestre. A lição intitulada “A Formosa Jerusalém” me despertou para fazer uma análise bem mais profunda sobre o assunto. Não apenas por ser meu dever como professor de Escola Dominical, mas também por pura curiosidade pessoal. Quem não gostaria de ter o privilégio de tê-la contemplado com os próprios olhos como fez o apóstolo João? Já que não tivemos e nem teremos este privilégio, antes do tempo, vamos tentar imaginar o que o apóstolo realmente viu!

Lembram-se da história da torre de Babel, onde os homens queriam construir uma cidade para permanecerem juntos e também uma torre cujo topo “tocasse” o céu? O objetivo de tal projeto era para que eles tivessem “um nome” e não fossem espalhados por toda a terra! (Gênesis 11.14) Pois bem. Embora este sonho da humanidade tenha se perdido para sempre, devido a uma intervenção divina, existem hoje em dia centenas de milhares de cidades espalhadas pelo mundo afora e cada uma continua buscando a projeção e a fama internacional. O homem continua com sua mania de grandeza e a sua ousadia parece não ter limites. Alguns edifícios existentes no mundo hoje são tão altos que fariam a torre de babel parecer uma piada, se tivesse sido concluída! E isso não é tudo. O que mais impressiona é a moderníssima e arrojada arquitetura que parece desafiar as leis da gravidade e até da natureza, uma vez que são projetados para suportar todo o tipo de intempéries.
 Alguns dos edifícios mais modernos e altos do mundo.
Mas, o que isso tem a ver com o nosso assunto a respeito da Cidade cujo Arquiteto e Construtor é o próprio Deus?  Em primeiro lugar por que o projeto de Deus é muito melhor, tanto do ponto de vista social, que é o que faz com que as pessoas gostem e queiram viver juntas umas das outras, quanto do ponto de vista arquitetônico. Pois uma cidade de proporções e singularidades como a Nova Jerusalém jamais poderia ser construída pelo ser humano nem no passado nem no presente e nem em tempo algum no futuro! Tem a ver também especialmente com uma informação a respeito da cidade, que precisa MUITO ser esclarecida. Diz respeito a sua ALTURA! É fácil compreender como a largura e o comprimento da cidade poderiam ser iguais. Mas, quanto a sua “altura”, aí sim, temos muitas perguntas a fazer. É certo que não se trata da altura dos seus muros, pois a medida destes é diferente e corresponde a 144 (cento e quarenta e quatro) côvados. Enquanto que a medida da cidade é de 12.000 (doze mil) estádios! Portanto, repetindo, enquanto a medida da cidade chega a 2.200,00 km. A altura do muro é de 63,90 metros. Mais ou menos a altura de um prédio de 20 andares.

Obviamente a cidade que tem a aparência de um CUBO não poderia ser formada por um ÚNICO BLOCO! Pois, embora a Bíblia não fale especificamente de ruas de ouro, avenidas e praças, temos a informação de que existe pelo menos uma grande PRAÇA no centro da Cidade. Assim sendo, deve haver muitas ruas, praças, avenidas e locais ao ar livre destinados ao lazer e a reuniões públicas. É importante lembrar também que na Cidade de Deus os números têm uma importância fundamental. Tudo nela é simetricamente perfeito. A SIMETRIA é definida como “Proporções perfeitas e harmoniosas”. Ou ainda, “Uma estrutura que permite que um objeto seja dividido em partes de igual formato e tamanho”.
 Algumas representações da Nova Jerusalém na visão de vários artistas.
Quando João nos fala que o seu tamanho, largura e altura eram iguais, dá-nos uma idéia de uma estrutura simetricamente perfeita. Realmente para quem a viu à distância descreveu-a muito bem ao referir-se a ela como uma pedra preciosíssima. Sem dúvida nenhuma uma visão magnífica e estonteante pelo fulgor da luz divina refletindo sobre o ouro puro e abundante empregado em sua construção e as belíssimas cores das mais raras pedras preciosas ali presentes. Proporcionalmente e deste ponto de vista, a visão de João deveria ser semelhante a que temos da lua cheia numa noite clara. No entanto, um edifício ou construção simplesmente “quadrado” não seria nada elegante. Por outro lado, Imagine um prédio muito alto e estreito como aqueles construídos na cidade de São Paulo que ganharam o apelido de “espigão”. Esteticamente são muito feios. E isso se deve ao fato de querer aproveitar ao máximo a pequena área a ser construída aumentando em muito e desproporcionalmente o número de andares.  

Voltando a falar de simetria e números especialmente utilizados por Deus, o correto é pensar que na visão de João, ele contemplou toda a grandeza da Cidade de uma distância muito grande, caso contrário ele não teria percebido a totalidade da sua forma. Ele não pôde ver detalhes das edificações que haviam dentro dela àquela distância. Certamente ele só pôde ver toda a magnitude da beleza das suas ruas, praças e avenidas quando foi introduzido pelo anjo dentro da cidade. Curiosamente parece que ele não teve tempo nem condições de dar detalhes destas edificações que certamente observou de perto. Tanto é que temos da parte dele a informação de que na Cidade não viu nenhum TEMPLO. Mas observou que no centro da Cidade havia uma praça onde corria um rio que possuía árvores dos dois lados das suas margens. Eram “árvores” da vida, que produziam DOZE frutos todo mês. Note que na Nova Jerusalém o número 12 (doze) aparece em todas as medidas mencionadas no texto bíblico. Tanto é verdade que até a altura dos muros é de 12 x 12. Isto é, 144 côvados! Sendo assim, cremos que a quantidade de edifícios obedece à mesma regra de simetria usada por Deus. É muito provável que haja um número astronômico de edifícios, múltiplos de doze, com seus respectivos “apartamentos” especialmente preparados e ornamentados e cujo número corresponde exatamente à quantidade de salvos inscritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo.

Portanto, a minha opinião é que a Cidade é formada por centenas de milhares ou até mesmo milhares de milhares de edifícios gigantescos, numa quantidade numérica que segue o mesmo padrão divino, múltiplos de doze, todos, no entanto, de uma mesma altura, (12.000 estádios!) simetricamente perfeitos, individualmente distintos em sua arquitetura e cujo topo atinge literalmente os CÉUS

Queira Deus, nosso Bendito Criador, conservar em cada um de nós a bem aventurada esperança de termos nesta perfeita e magnífica Cidade, um lugar especialmente preparado para cada um de nós; Onde poderemos viver para sempre juntos ao nosso Único e Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Líderes, Deus me livre!


Pr. Ségio Marcos

Como ministro do evangelho, temo cometer erros que impugnem meu ministério. Temo macular minha vida, minha mensagem, meu desempenho como servo do Senhor. Deus me livre de isso acontecer. Não sou capaz de, pelas minhas próprias forças, sabedoria, conhecimento acumulado ou experiência de vida, ficar isento de erros que me desqualifiquem.
Deus me livre de tropeçar, quer por atitudes, palavras, pensamentos ou ações. Se isso acontecer, que Deus me livre de racionalizações mirabolantes e justificativas carnais, maliciosas, demoníacas. Que as palavras de Paulo sejam gravadas a fogo e guardadas a sete chaves em meu coração: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Coríntios 9:27).
 
Deus me livre de abrigar mágoas ou ressentimentos em meu coração. Ouvi certa vez um servo de Deus dizer: - "um líder magoado é um líder falido". Que Deus me encha de misericórdia e me livre de me tornar ressentido. Deus me livre de pagar com a mesma moeda. Deus me livre da vingança. Deus me livre da retaliação, do revide.
Deus me livre de achar que sei o bastante. Deus me livre da soberba do conhecimento. Que eu tenha sempre um coração pronto a aprender. Deus me dê mestres entre os mais novos do que eu e mais recentes no Reino, assim como um coração puro e humilde para aprender com eles. Deus me livre de me tornar, com o tempo, um "rei velho que já não se deixa admoestar" ( Eclesiastes 4:13).

Deus me livre de confundir autoridade com autoritarismo e abuse da posição que o Senhor me confiou. Deus me livre de desprezar as palavras de Jesus quando disse que "aquele que dentre vós quiser ser o maior, que seja o que sirva". Deus me livre de me considerar melhor ou maior que os outros. Deus me ajude a ter um coração de cordeiro, tendo sempre como modelo aquele que disse: "aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração".
Deus me livre de estudar a Bíblia com desleixo, má vontade ou por pura obrigação ministerial. Deus me livre de procurar minha Bíblia apenas nas horas que preciso de um sermão para pregar. Deus me livre do profissionalismo pois, como ministro, tenho vocação. Não sou um profissional.

Deus me livre da competição, do exibicionismo intelectual, e de procurar me apresentar como mestre ou instrutor de ignorantes. Deus me livre do farisaísmo hipócrita, da religião sem paixão, de ser "vinho velho em odre novo".

Deus me livre de negligenciar minha família. Devo priorizá-la como querem as Escrituras: "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente" (1 Timóteo 5:8). Deus me livre de me entregar ao ministério procurando reconhecimento e aprovação do rebanho esquecendo-me que o principal rebanho que Deus me confiou é minha família "pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" ( 1Timóteo 3:5 ).

Deus me livre de me julgar eterno e negligenciar o preparo de um sucessor.  Deus me livre de querer impor sobre ele, seja lá quem for, um continuísmo que só venha a sufocar seus dons e talentos pessoais.  Que eu possa servir de escada e trampolim para que meu sucessor possa ir além e tenha eu a humildade de nosso Senhor Jesus Cristo quando disse: "aquele que crê em mim, obras maiores fará (João 14:12).

Deus me livre de perder de vista o anseio maior de meu coração neste mundo: o meu epitáfio.  Que o texto que ali inscreverem tenha pelo menos menção de haver eu tentado servir a Deus com todas as minhas forças.

Só a Deus, seja a glória. Amém.

Pr. Sérgio Marcos
http://www.gospelmais.com.br/artigos/654/lideres-deus-me-livre.html